Lua Nova

fases-lua-nova-2017

Não me modernizei tanto.

Meu canto ainda paira ali

Não mais me antagonizando

Mas me semeando, ainda assim.

Sorrindo por aí

Sorrindo de mim, para mim

Estrelando movimentos

Monumentos meus que construí.

Sim eu pari

E me parti em dois

Multipliquei o meu amor

Me enrasquei…

Pois me apeguei me desapegando

Ele saiu de mim e foi me mudando

Tanto…tanto…tanto…

(Raissa Dom)

 

 

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De Volta

hello

Olá, Decifradores! Quase 1 ano e 3 meses depois…aqui estou eu de volta. Saudades de escrever para vocês, saudades dos comentários, críticas e carinho de vocês, mas principalmente, saudades de escrever para mim mesma. Sim, para mim, pois é uma das minhas maneiras preferidas de mergulhar no meu íntimo, destrinchar-me e me conhecer melhor!

Nesse tempo longe do DECIFRAR, eu comecei a trabalhar, me casei, tive um filho e, por isso, sinto que sou uma outra pessoa, não completamente, mas substancialmente diferente de quem era há pouco mais de 1 ano atrás.

Então, é isso. Estão todos convidados a embarcar nessa minha nova fase, com novos rumos, novos versos, novas melodias, novas tentativas de me DECIFRAR!

Beijos,

Raissa Domingos

Quando up 

Que coisa incrível sonhar! Tudo mudando ao redor. Tudo fazendo nenhum sentido ao acordar. Suco de ilusões batidas com leite em pó. Derrama pelas minhas roupas. Mas a roupa era de festa. Tudo se quebra. Se reconstroi. Tudo de enfeita, se ajeita, se doi. As dores mudaram. Tem mais alguém agora. E então são três. Três aprendizes de alguém. Escondo as olheiras nos óculos escuros. As noites vão e vem com sonos poucos entre elas. Mas somos muitos.
(Raissa Lopes)

Primogênito 

   
Você vem para salgar e adocicar a vida

Tudo ao mesmo tempo

Você vem trazer riso mesmo com teu chorinho lento 

Você vem trazer um inverno úmido  e perfumado

Uma chuvinha mansa e sonolenta

Você vem trazer descanso ao coração e à mente

Vem simplificar a correria sem sentido

Vem dar sentido a vários sorrisos e olhares

Você vem para ser tão amado, filho!

Você vem ser minha poesia

Todo dia 

Toda noite

Toda estação 
(Raissa Domingos)

Rasgando papéis antigos 

  13.11.2012

Quantas vezes vou silenciar minhas ondas?

Tantas vezes elas quiseram gritar, quebrar nas pedras

Mas às vezes eu as sufoco sem querer, sem pensar.

Tantas cores, tanta força num olhar

Sim, senhores, elas me falam sobre o mar

Seus amores, ardores, queimores, rancores, suas dores ao luar

Rumores que as águas não dissipam 

Vapores que se impregnam em minha pele e ficam
(Raissa Lopes)

Com templo 

  Como fomos sair desse estado de contemplação? Houve um tempo em que o branco delicado e decidido dessas pequenas flores, iluminando nossa íris, bastava para colorir o dia? A simplicidade do tudo no pouco, no pequeno, no detalhe ainda existe? Ainda respira? Ainda pode ser resgatada? O céu escurecendo de nuvens densas, o mar ali a metros se agitando, o vento cantando para mim. E elas aqui nos meus olhos. Brancas e sorridentes. Como toda a paz.