Tá quase no fim

Com efeito, eu não vou pagar. A personalidade jurídica é minha. O direito à imagem é meu. O Código Civil está sobre os meus joelhos. E eu calo. Praguejo em meu íntimo.  Abro os botões e eles caem no chão, sem dó. Depois mando costurar. É época das folhas permanecerem nas árvores. Dias de flores. Frio consumido, consumado e compulsivo. Encontro minha fonte de calor. Um sorriso enfeitado de estações.

Monarquia. Por quanto tempo? As cortes desalinhadas. O corte mal feito. Abdico da minha paciência. Alguém aceita? Evolucionismo. Evolucionismo. Evolucionismo. Chega! Quem era o rei dessas terras?

A Constituição pediu a vez pra falar. O brio sem brilho. Sorriu e cheio de vida morreu. A vela acesa. Procuro por meus botões. Encontro velhos borrões. Com efeito, eu não vou apagar. O direito autoral é meu. A liberdade de exppressão é minha. 

A estrela está triste. O Sol está dominador. E a gente tá quase no fim. Perto do fim dessa procura pelo inenarrável. Ou ele se contará ou desistiremos.  Acharei meus botões e fecharei meus códigos. Serei clara e consuetudinária. E não-antitética e, claro, plenamente eficaz.

(Raissa Lopes)

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