Metalinguagem

Admiro os poucos que conheço capazes de escrever bem. Se expressar claramente. Não me incluo nesses poucos, de modo algum. Não é nem de longe falsa modéstia. Não direi que aqui não há valoração, mas garanto que é mínima a a carga axiológica. Minha dificuldade de escrita é um juízo de fato.

Mas, saindo de mim… conheço pessoalmente, convivo com pouquíssimos, mas pouquíssimos mesmo, bons escritores. Me alegro com a sua simplicidade e sensibilidade. Sua escrita grita! Enquanto eles silenciam… Tudo o que escrevem é sóbrio e elegante como eles. Não há exageros. Nenhuma frase sobra ou falta. Não têm eles só inspiração, têm dom.

Um agravante é que há aqueles cuja escrita em nada me agrada que pensam  que muito os admiro. E idealizo que outros – bem poucos, é verdade – me admiram também. Quando, sinceramente, tudo o que temos são boas tentativas. O “boas” aqui não denota qualidade e sim boa vontade.

Talvez seja o ambiente desfavorável “desconcentrante” e desconcertante – aula de Antropologia – mas uma prova da minha dificuldade de escrita é que já não sei o que mais escrever… O momento se esvaiu. Encerro assim mais um texto pequeno. E inauguro meu pessimismo, pseudo-realismo, antes latente.

” Refaz-se o abismo. Sorrisos sôfregos. Sabe aquela pessoa que não consegue ficar dez minutos sem falar? Esse aneis que para mim não têm simbologia alguma para outros dizem tanta coisa… Franz Boas era de origem judia. “

(Raissa Lopes)

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