De Ofício

1 – Aqui jaz o perfume. Esquecido em seu rumo raro. Fará falta. Faltará frio. Surpresa é o segredo escancarado. Aqueles botões se abrindo atalho adentro. A lua atalhou o alvorecer. Tanta aurora sorria naquele perfume. Aquecido em seu caminho incerto. Nem precisa ser deserto. Basta apenas saber se perder.

2- Foi proposto. Não imposto. Mas o sonho fugiu. A lembrança faliu. Recorre-se por tudo. Às vezes seria melhor desistir. Se um sonho pode renascer depois… Um abrigo chama como vento. E sempre há tempo…Mesmo se não há.

3- Festa. Sempre a festa. Ela e suas imputações. Ela e sua semântica, sua dissonância. As cores ruíram. Os palhaços dormitaram. Mas o jazz seguiu insolente. E a tudo fez reviver.

(Raissa Lopes)

Anúncios

Um comentário sobre “De Ofício

  1. É impressionante como a poesia brota de você de forma tão espontânea, Rai. Se não tivesse sido na minha frente, jamais acreditaria que esse poema foi feito em um rápido “insight” de inspiração. Parabéns por esse dom tão maravilhoso!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s