Ins”S”ucesso

Doce como primavera que se decompõe sobre a areia.

Estrela cândida, mistura incerta e aurora vindoura.

Vinga a dor, outrora lassidão.

Agora pontadas fortes e progressivas.

Meu veneno não germinou.

Foi semente em solo estéril.

Nunca soube machucar.

Nem me esforcei na direção dessa tarefa.

Estranha estrada se abria sob meus pés descalços.

Feito açúcar se dissolvendo em água quente.

O gosto não é bom.

Não precisa ser.

Primavera vem vermelha e amora meu humor.

Ela sabe que eu sou cereja mesmo sem gostar.

Quando, meu Deus?

Quando vou aprender a discorrer sobre um único assunto?

Quando vou aprender a ser linear?

 

(Raissa Lopes)

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2 comentários sobre “Ins”S”ucesso

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