Invernos

 

Queria interpretar os teus silêncios

Até o verbo sereno estancar. 

Eu pensava que o céu era um espelho, um canteiro

Sem invernos

e olhava sem cansar.

As palavras me vinham mudas e faleciam nos olhos teus

Reguei estrelas,

Mordi os sonhos e provei sem pressa

Sem tédio, o que o acaso nos deu.

Olhando o vento, lento,passar

Passando tempo, derretendo em meus olhos

Beijando minha calma, meu paladar.

Queria interpretar teus esconderijos

Tuas sombras e tuas sobras

Mas o teu mistério se tornou meu vício

E teu amor já não me assombra.

 

 

(Raissa Lopes)

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