Na ponta do vento

Nunca mais isso. O vício. A entrega. A demora. A agonia. Quem vai gritar primeiro? Meu tempo não é só dinheiro. É dor e sorriso. Flor e onda brava. Assisto um pôr-do-sol, mas sempre de muito longe. Espasmos de sonho. Madrugada a dentro. Meu ballet não cabe na minha sapatilha. Quem vai entortar a ponta do vento? Prefiro ir embora do que ficar aqui esperando…

Resultados ébrios. Palavras dúbias. E isso realmente não me traduz. Nem me seduz.

O quê, meu Deus? O quê exatamente estou buscando? Que farsa de pérolas e brilhantes tenho almejado? Nâo fui eu quem antes aceitou as condições?

Hoje não me recordo mais de ter esquecido dos mínimos detlhes. Detalhes do que não foram. E que talvez nunca serão.

 

(Raissa Lopes)

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2 comentários sobre “Na ponta do vento

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