Uma Canção [2]

Ainda hoje desmoronou. Até então não se via como era. Depois disso se delirou. Se delírio fosse água se encharcaria de luz. A pé se chega também. Nem poeira nem poesia, nada é capaz de lhe parar.

 Ainda hoje se alegrou ao perceber o dom de amar. Se enfureceu com o amanhã. Pois amanhã é inseguro demais. E pôs nos olhos um adeus pro que passou, pro que se foi. Amanheceu chovendo caos. Dali pra frente tudo é mar.

Então sossegou seu peito eternamente em flor. Floresceu. Desfaleceu chovendo em vão. Então se abraçou. Seu corpo com aroma de aurora e paz. Fugaz…

Fugaz…

(Raissa Lopes)

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