Perto

A discreta rachadura entre o real e o imaginário. Como vai o dia hoje. Por onde andam as flores? Tão quieto o céu tem se mostrado. A vida tem os seus entraves. As greves de fome. As greves de sorriso. Interior. Meus bens não são nada. Bom bem, meu dia! Eterno alugar,  pagar e acordar pra si. Palavras quase soltas se lidas depressa e sem atenção. Coração tão leve que quase morreu na contra-mão. Poesia na vida. Pois sim, senhor. Estranho encontrar uma farsa de amor. Terno e ternura. A fissura vai se mostrando abismo. O abismo vai se corando de luz. A sonoridade me encanta. Me puxa pra perto. Perto demais.

 

(Raissa Lopes)

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