Um dia todo branco para eu colorir

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Acordou nublado em Salvador. Acordei inteira. Acordei “feando”, como me ensinou um sábio há 7 anos atrás… Fé não é objeto que carrego comigo. Não tenho fé. Não a coloco no bolso, no pescoço ou num altar particular.

Nas origens do termo que foi traduzido para a nossa língua como “fé” está um VERBO. O mais correto seria dizer “Fear”. Fé é um constante exercício. Fé é plena quando em movimento. Não tenho fé, estou andando em fé, exercitando a minha fé.

O céu fechado e a chuva fina que começou segundos atrás me abriram, me ensolararam. Um dia todo branco para eu colorir. Um barulhinho doce e molhado na janela me convida a não ir lá fora, mas a ficar aqui dentro. Dentro cada vez mais. Entrar em mim. Mergulhar na minha chuva. Lavar a minha pressa. Pintar-me de tranquilidade. Acordei sorrindo por fazer menos calor hoje, sorrindo para o céu que resolveu chorar pela Terra. Mas, talvez (me ocorreu agora) sejam lágrimas de alegria. Não poderia também o céu “chorar de rir”?

(Raissa Lopes)

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