Chuva de quase verão

por trás da janela

Ela olhava a chuva da janela.

Não queria se molhar,

mas queria fazer parte do milagre,

parte da experiência.

Diminuiu um pouco mais a abertura da janela

Se sentia mais segura assim.

Ela e seus medos.

Todos enxutos.

Todos intactos.

Apenas contemplando o espetáculo líquido do batente do sétimo andar.

(Raissa Lopes)

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