Foco de luz

Tomara que caia essa máscara. Tomara que essa dureza cardíaca detone-se. Que cesse esse não saber nunca o que dizer. Essa vontade doentia de assistir sofrer. Em silêncio. Tomara que essa quimera queime. Arda agudamente e sossegue morta no chão. Tomara que essa fera se eleve à condição de humanidade que não lhe sabe ser inerente. Que um dia, belo dia se esfrie essa poesia morna em teu peito. Ou se esquente. Mas que saia de cima do muro. Que venha para mim, finalmente. Que saia do escuro.

(Mira Bento)

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