Atés

Cansaço.
Do fogo.
Das queimaduras.
Exaustão.
Das vozes.
Das vezes.
Repetidas.
Em vão.
Dois universos paralelos.
Não se cruzam
e nunca se cruzarão.
Não abraço quem penso que abraço. Abraço uma ilusão.

Deserto
E não me envergonho disso.
Tentei. Escreva-se.
Tentamos.
A vida não é um mar de rosas
Mas podemos facilitar
Caminhando ao lado de quem as ama tanto quanto nós.

Não há piedade.
Não há respeito
Não amor
Nesse barco.

Ele está à deriva
Se procurando
E brincando de quase se encontrar em mim.
Mas vai tateando no escuro
Sem levar nada disso a sério
Sem colocar as coisas nos lugares devidos, reservados.
E eu vou me afogando nessas ondas vorazes.

Não existo mais.
Apenas meu fantasma remodelado
Transvestido de covardia.
Desisto agora
Ou não desisto mais.

(Raissa Lopes)

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